Aprofundamento: Pastor de Flávio e Aparecida: o que o livro defende, por que uma entidade foi à Justiça e o que o candidato negou

O bispo JB Carvalho, fundador da Comunidade das Nações e líder religioso ligado a Flávio Bolsonaro (PL-RJ), faz ataques contundentes à devoção católica a Maria no livro “A Bomba: A verdade pode ser explosiva”, publicado em 2001. Na obra, ele associa a figura venerada pelos católicos a antigas divindades que chama de “prostitutas”, fala em “prostituição espiritual” e dedica um capítulo específico a Nossa Senhora Aparecida, descrita por ele como uma “imagem escura de uma deusa”.
Carvalho é dono da igreja frequentada por Flávio Bolsonaro. O candidato e sua mulher, Fernanda Bolsonaro, foram batizados na Comunidade das Nações, em Brasília, em 2024. Flávio também escolheu o templo para sua primeira aparição pública após anunciar a pré-candidatura à Presidência, em dezembro de 2025, e é apontado como frequentador assíduo da denominação.
No livro, Carvalho começa sua argumentação recorrendo à figura bíblica da “grande meretriz”. Depois de reproduzir um trecho do Apocalipse, escreve que a Bíblia estaria tratando de uma “prostituta espiritual” e da “mãe da prostituição espiritual”. Em seguida, explica que, em sua interpretação, a prostituição representaria a troca da adoração a Deus pela veneração de outra divindade.
Livro de pastor de Flávio Bolsonaro fala em “destronar” Nossa Senhora Aparecida como padroeira pic.twitter.com/Tqo9JieVNC
— dcmonline (@dcm_noticias) September 27, 2026