Aprofundamento: Flávio chamou Ustra de íntegro: conheça a decisão do STJ, os relatos das vítimas e a trajetória do elogio até a live

Flávio Bolsonaro (PL) publicou uma biografia do pai, Jair Bolsonaro, na qual expôs posições políticas que ajudam a explicar parte das ideias que ainda aparecem em sua trajetória. Lançado em 2017, o livro, de quase 200 páginas, reúne defesa das Forças Armadas, questionamentos sobre as urnas eletrônicas, críticas aos direitos humanos e justificativas para declarações controversas do ex-presidente.
A obra foi escrita quando Jair Bolsonaro ainda era deputado federal e quase uma década antes de Flávio se apresentar como candidato ao Palácio do Planalto. No texto, o senador não apenas relata a trajetória do pai, mas assume posições próprias sobre episódios da história brasileira e temas de segurança pública.
Um dos pontos centrais do livro é a interpretação de Flávio sobre o regime militar. Ele rejeita a classificação do movimento de 1964 como golpe e sustenta que os militares impediram a implantação de uma ditadura socialista no país.
Para o senador, os integrantes das Forças Armadas que participaram daquele período “deveriam ser tratados como heróis nacionais por terem evitado que o Brasil se tornasse uma ditadura socialista”.
A Comissão Nacional da Verdade também é criticada. Flávio a classifica como uma iniciativa “revanchista” e afirma que grupos que pretendiam instaurar uma “ditadura do proletariado” foram “barrados pela sociedade”.