O presidente da Argentina, Javier Milei, já está no Brasil para apoiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República. Além disso, o chefe de Estado argentino também receberá das mãos do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Ordem do Ipiranga, a mais alta honraria paulista, que deveria ser concedida a brasileiros e estrangeiros que prestaram serviços de excepcional relevância ou possuem altos méritos em favor do povo paulista e do Brasil.
A cerimônia será realizada no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, e integra a agenda oficial do chefe de Estado argentino no Brasil, que não se encontrará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A vinda de Milei ao Brasil em período pré-eleitoral acontece em um momento em que a extrema direita avança na América Latina. As recentes vitórias presidenciais que corroboram com esse quadro foram a de Abelardo de la Espriella, na Colômbia, e a de Keiko Fujimori, no Peru.
O cientista político Benedito Tadeu César avalia que, no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, com a chegada de Lula pela primeira vez à presidência, acontecia a chamada “onda rosa” na América Latina.
“Aquilo surge naquele momento como uma reação ao recuo das esquerdas, com a queda do muro de Berlim, o fim da União Soviética e o avanço das ideologias neoliberais. E houve ao mesmo tempo um avanço político com a articulação das direitas, com interferências veladas. Não podemos nos esquecer do movimento de 2013, que culminou com a saída de Dilma Rousseff e a posterior prisão de Lula”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.