O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso Nacional, anunciou, nesta sexta-feira (24), que solicitará à Polícia Federal (PF) a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático do escritório de advocacia ligado ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
O pedido foi anunciado via rede social X e inclui também busca e apreensão no local, que, segundo Lindbergh, funciona na residência do senador em Brasília.
A iniciativa partiu de reportagem do Metrópoles que revelou R$ 1,5 milhão em notas fiscais emitidas pelo escritório para empresas apontadas como parte de um esquema ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
O deputado afirmou que o escritório não tem funcionários, atendimento ao público nem estrutura compatível com a prestação de serviços advocatícios, o que, na avaliação dele, levanta dúvidas sobre a natureza real das atividades ali registradas.
Para Lindbergh, o padrão de funcionamento do escritório sugere que ele teria sido usado para receber recursos sem exercer atividade jurídica efetiva. “Era só para receber dinheiro? Era lavar dinheiro?”, questionou o deputado, referindo-se aos R$ 500 mil transferidos pela Contábil Correa ao escritório.