Para quem procurava uma mulher para suavizar o matiz misógino da candidatura Flávio, a figura de Gaspar constitui inversão diametral de estratégia, ou seja, óbvio improviso que se fez necessário pela completa ausência de quadros dispostos a entrar na barca
As rainhas de bastidores políticos que trabalham na Globo News são as pessoas mais indicadas para fazer previsões eleitorais – e errar. Mas este vetusto jornalista também possui sua bola de cristal – falível, é claro. Nossa aposta é que Alfredo Gaspar, bolsonarista empedernido do PL de Alagoas, será a âncora definitiva da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Brilhantes, os estrategistas da campanha reacionária entendem que, por ter sido relator da CPMI do INSS, Gaspar será um potente instrumento de exploração política da figura de Lulinha, ora triplamente investigado. Esquecem de que isso já é feito pela mídia e continuará sendo, mediante vazamentos seletivos da Polícia Federal e ilegalidades do gênero, independentemente da presença do parlamentar na chapa.
Para quem busca amealhar os votos dos eleitores que antipatizam com Lula e ao mesmo tempo repudiam o medievalismo bolsonarista, o nome do truculento Alfredo Gaspar não agrega. A simples hipótese, mesmo sem comprovação, de que o deputado alagoano esteve envolvido em estupro de vulnerável é eleitoralmente devastador.
Para quem procurava uma mulher para suavizar o matiz misógino da candidatura Flávio, a figura de Gaspar constitui inversão diametral de estratégia, ou seja, óbvio improviso que se fez necessário pela completa ausência de quadros dispostos a entrar na barca.