O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do partido à Presidência da República, enfrenta um impasse na montagem do palanque no Rio de Janeiro após Cláudio Castro (PL) ficar inelegível, saindo da disputa pelo Senado, e a prisão de Márcio Canella (União Brasil), cotado para a segunda vaga da chapa.
A indefinição atinge a chapa liderada pelo presidente da Alerj e pré-candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL). O quadro já estava em aberto antes de Canella ser levado para o presídio Bangu 8, depois que a Polícia Federal encontrou um fuzil em seu carro durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
No fim de maio, Flávio decidiu usar pesquisas contratadas pelo PL como critério para escolher o substituto de Castro, que deixou a corrida eleitoral após virar alvo de duas operações da PF. Dentro do partido, o senador Carlos Portinho e os deputados federais Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante passaram a disputar espaço para herdar a candidatura.
Os levantamentos internos da legenda indicam que Portinho, Jordy e Sóstenes aparecem em patamar semelhante, com oscilações pequenas nos cenários testados. Jordy e Portinho têm desempenho ligeiramente superior ao de Sóstenes, líder da bancada na Câmara, enquanto Benedita da Silva (PT), integrante da chapa do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), lidera todos os cenários.
A situação se agravou com a prisão de Márcio Canella na quarta-feira (08), durante a sexta etapa da Operação Unha e Carne. As investigações apontam o ex-prefeito de Belford Roxo como braço político de um esquema de fraudes em postos de combustíveis usado para lavar dinheiro de organizações criminosas.