O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu, na noite de quinta-feira (13), o processamento de novas filiações partidárias no sistema Filia, após identificar t entativas de alteração indevida na filiação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e também do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — no caso de Lula, a troca não chegou a ser efetivada.
Em nota, o TSE afirmou que a suspensão “não causa prejuízos, uma vez que a legislação exige a observância de prazos para filiação partidária”, e que o presidente da corte, ministro Kassio Nunes Marques, “também determinou que fossem apuradas tentativas de burla com nomes de outros candidatos à Presidência”. Segundo o tribunal, os dois candidatos à Presidência da República já estão “com a situação regularizada”, e o sistema deve ser reativado em breve.
Horas depois da decisão, a Justiça Eleitoral registrou oficialmente a candidatura de Flávio Bolsonaro pelo PL. A formalização ocorreu depois que Nunes Marques determinou o restabelecimento da filiação do senador ao partido e a exclusão do vínculo com o Partido Missão do histórico partidário.
Na declaração ao TSE, Flávio informou patrimônio de R$ 8,1 milhões — aumento de cerca de R$ 6,4 milhões em relação ao declarado em 2018, valor acima dos R$ 4,8 milhões de Lula e abaixo dos R$ 178,7 milhões de Romeu Zema (Novo).
Flávio Bolsonaro havia aparecido no sistema do TSE filiado ao partido Missão, e não ao PL, o que travou o registro de sua candidatura. Uma certidão emitida em 12 de agosto apontava “filiação regular” do senador ao Missão, no Rio de Janeiro.