Eleitores de diferentes regiões do Brasil terão de votar em novos endereços no segundo turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (25), entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sexta-feira (16), a mudança atinge 4.352 das 499.248 seções eleitorais do país, ou 0,87% do total. São Paulo reúne o maior número de alterações (982), seguido por Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312).
A transferência de seções às vésperas da votação exige cuidados para evitar que eleitores se dirijam aos endereços antigos e tenham dificuldades para localizar as urnas. O risco é especialmente relevante para quem depende de transporte público, enfrenta dificuldades de deslocamento ou dispõe de pouco tempo para comparecer ao local de votação.
Segundo a Justiça Eleitoral, as alterações foram motivadas por problemas estruturais, reformas em prédios públicos, questões de acessibilidade e danos provocados por fenômenos climáticos. O órgão afirma que as transferências buscam preservar a segurança dos eleitores e dos trabalhadores envolvidos na votação.
O comunicado, porém, não informa quantos eleitores foram atingidos pelas mudanças nem apresenta um levantamento sobre o perfil socioeconômico das regiões afetadas. Também não há, nas informações divulgadas, dados que permitam identificar eventual concentração das transferências em áreas de baixa renda ou de maior votação em Lula.
Um dos casos registrados ocorreu em Confresa, no interior de Mato Grosso. Uma escola municipal utilizada como local de votação sofreu danos após fortes chuvas e ventos nos dias 9 e 10 de outubro. A cobertura do prédio foi comprometida, com infiltrações e problemas nos forros.