Donald Trump usou um pronunciamento em horário nobre na Casa Branca para reiterar acusações de fraude nas eleições de 2020 e afirmar que a China teria realizado a “maior violação de dados eleitorais da história”, obtendo registros de 220 milhões de eleitores americanos.
O discurso, de cerca de 30 minutos, desta quinta-feira (16) ocorre às vésperas das eleições legislativas de novembro de 2026, que definirão o controle da Câmara e do Senado americanos, e contradiz avaliações da própria comunidade de inteligência dos EUA.
No Brasil, bolsonaristas já aproveitam o embalo para reciclar ataques às urnas eletrônicas. A retomada da narrativa por Trump aconteceu um dia após os EUA confirmarem o chamado Tariflávio, com a taxação extra de 25% dos produtos brasileiros, após lobby de Eduardo e Flávio Bolsonaro (PL) junto ao governo Trump.
A nova taxação foi incorporada na narrativa do filho “01” de Jair Bolsonaro, que fez eco ao secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, buscando atrelar a ação eleitoreira ao “ego” de Lula.
Agora, o senador deve retomar o discurso vitimista do pai atacando as urnas eletrônicas. A estratégia já havia sido desencadeada para tentar estancar a sangria do elo com Daniel Vorcaro no suposto patrocínio do filme Dark Horse.