O governo Trump renovou por mais um ano o estado de emergência nacional dos Estados Unidos em relação ao Brasil e voltou a usar a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos argumentos centrais para justificar a medida.
Em ordem assinada nesta terça-feira (28), a Casa Branca afirma que integrantes do governo brasileiro estariam promovendo uma “perseguição política” contra um ex-presidente, seus familiares e apoiadores.
Embora Bolsonaro não seja citado nominalmente, a referência é ao ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos de prisão por participação na trama golpista ligada aos ataques contra o resultado das eleições de 2022.
O comunicado será publicado nesta quarta-feira (29) no Federal Register, equivalente ao Diário Oficial dos Estados Unidos, e encaminhado ao Congresso americano, diz o Metrópoles. A decisão não cria novas sanções nem amplia as tarifas já impostas ao Brasil, mas mantém em vigor a emergência nacional decretada por Trump em julho de 2025.
No documento, a Casa Branca sustenta que a suposta perseguição contra Bolsonaro estaria contribuindo para o “enfraquecimento deliberado do Estado de Direito”, além de promover intimidação por motivação política e violações de direitos humanos no Brasil.