O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por mais um ano a ordem executiva que impôs uma tarifa de 50% contra o Brasil, medida que amplia a tensão comercial e diplomática com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A Casa Branca anunciou a decisão nesta terça-feira (28) e afirmou que a medida se apoia na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. O governo americano acusa o Brasil de adotar práticas que “interferem na economia dos Estados Unidos, infringem os direitos de livre expressão de cidadãos norte-americanos, violam os direitos humanos e minam o interesse dos Estados Unidos em proteger seus cidadãos e empresas”.
O documento também acusa integrantes do governo Lula de “perseguir politicamente um ex-presidente, sua família e seus apoiadores” e cita o Supremo Tribunal Federal (STF) como “promotor de censura”.
“Determinadas atividades — como a censura e a prisão, por parte da Suprema Corte do Brasil, de indivíduos que exercem a liberdade de expressão, bem como a censura de conteúdo online — continuam a representar uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos, ameaça essa que tem origem, total ou substancialmente, fora do território norte-americano”, diz o comunicado.
O comunicado menciona a suposta perseguição política a um ex-presidente brasileiro, sua família e seus seguidores, em aparente referência a Jair Bolsonaro (PL), condenado à prisão pelo STF por tentativa de golpe de Estado.