Aliados de Jair Bolsonaro alertaram o ex-presidente para o risco de seus três filhos mais velhos terminarem as eleições de 2026 sem mandato. O cenário reúne a possível derrota de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, as dificuldades de Carlos Bolsonaro na corrida ao Senado por Santa Catarina e a inelegibilidade de Eduardo Bolsonaro.
Flávio deixará o Senado ao fim do atual mandato e apostou seu futuro político na candidatura ao Palácio do Planalto. A pesquisa Genial/Quaest mais recente mostrou Lula com 45% das intenções de voto em um eventual segundo turno, contra 37% do senador. Em maio, os dois apareciam tecnicamente empatados, com 42% e 41%, respectivamente.
A campanha de Flávio também foi atingida pela guerra aberta com Michelle Bolsonaro e pelos desdobramentos do caso Banco Master. O pré-candidato ainda precisou reagir à divulgação de uma fotografia na qual aparece ao lado de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como homem de confiança do banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio afirmou não conhecer o homem e colocou em dúvida a autenticidade da imagem.
Carlos, por sua vez, transferiu o domicílio eleitoral para Santa Catarina e disputa uma das vagas ao Senado em um campo congestionado por nomes da direita. Carol de Toni e Esperidião Amin também tentam se viabilizar, enquanto parte do eleitorado local considera o filho de Jair Bolsonaro um candidato sem vínculos reais com o estado. Pesquisas realizadas ao longo da pré-campanha mostraram forte oscilação em seu desempenho.
A candidatura de Carlos também desorganizou alianças estaduais. A imposição de seu nome provocou conflitos com lideranças catarinenses e afetou a relação do PL com Amin, que passou a se aproximar do adversário do governador Jorginho Mello na disputa estadual.