A volta atrás de Tereza Cristina (PP-SC), que se colocou à disposição para ser vice de Flávio Bolsonaro (PL) menos de 10 dias após recusar pela segunda vez o convite, expõe um jogo de bastidores que envolve uma reaproximação do clã Bolsonaro com Ciro Nogueira (PP-PI), por intermédio de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), e que refletiu até mesmo no veto do partrido, controlado pela Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), à candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais.
Enquanto a senadora se reunia com Flávio Bolsonaro no “produtivo” encontro “sobre a vice-presidência”, o governador paulista falava com Ciro Nogueira, tentando convencer o ex-colega de ministério do ex-governo Jair Bolsonaro, a voltar atrás da anunciada neutralidade da federação PP-União nas eleições presidenciais.
A ação conjunta teve como objetivo usar o convite para a senadora para pressionar Ciro Nogueira e a cúpula do progressista, que terá até o início da próxima semana para definir se mantém a decisão ou corre o risco de embarcar na candidatura do clã Bolsonaro, que corre o risco de naufragar durante a campanha.
Para emparedar ainda mais Ciro Nogueira e a cúpula do PL, o Republicanos, de Tarcísio, rifou a consolidada candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos), que lidera a disputa ao governo de Minas Gerais.
Ao atacar o senador em nota pública, o Republicanos se aproximou do Progressistas em Minas Gerais, que é comandado por Marcelo Aro, vice-presidente nacional da sigla e figura próxima a Nogueira.