A ameaça do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de sobretaxar produtos brasileiros em 25% colocou o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em lados opostos na disputa política antes das eleições. A decisão do governo estadunidense sobre o novo tarifaço pode sair nesta quarta-feira (15).
Lula tenta evitar a medida pela via diplomática, enquanto Flávio, apontado como um dos responsáveis pela taxação, uma vez que ela foi anunciada poucos dias após sua visita a Trump, viajou aos Estados Unidos na semana passada para tratar do tema e tentar desvencilhar sua imagem do ato contra o Brasil.
Em Washington, ele se juntou ao irmão Eduardo Bolsonaro, que vive no país, em conversas com autoridades do Escritório de Representação do Comércio americano.
Nos últimos dias, audiências ocorreram dentro da investigação aberta com base na Seção 301, procedimento usado para embasar a decisão final dos Estados Unidos. Flávio chegou a defender que o governo americano adiasse qualquer definição sobre a tarifa para depois das eleições de outubro.
Na audiência, o senador afirmou que “em apenas 90 dias, o cenário político do país poderá ser completamente diferente”. Ele também disse que “impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter, premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências, seria o pior momento possível para agir”.