Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil estima que cerca de US$ 4,6 bilhões em produtos serão taxados pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos
A partir desta quarta-feira (22), os Estados Unidos passam a aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações de produtos do agronegócio brasileiro, resultado de uma investigação comercial conduzida pelo governo americano. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima que 36,5% das exportações do setor aos EUA serão atingidas, o equivalente a cerca de US$ 4,6 bilhões em vendas registradas em 2025. A entidade atuou diretamente junto ao governo americano durante o processo e conseguiu ampliar a lista de exceções, mas não evitou a taxação de produtos relevantes da pauta exportadora brasileira.
A tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros entra em vigor nesta quarta-feira (22), encerrando um período de incerteza que mobilizou entidades do setor privado brasileiro ao longo de meses de negociação em Washington. A medida é fruto de uma investigação comercial conduzida pelo governo americano e atinge uma fatia considerável da pauta do agronegócio nacional destinada ao mercado dos EUA.
Segundo estimativa da CNA, 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos serão afetadas pela tarifa. O pano de fundo é expressivo: em 2025, o agronegócio brasileiro exportou US$ 11,4 bilhões em produtos aos EUA, de acordo com dados do Agrostat, o sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro. A parcela taxada representa, portanto, uma exposição de cerca de US$ 4,6 bilhões a uma sobretaxa que encarece a competitividade dos produtos brasileiros no principal mercado consumidor do mundo.
Mesmo após a ampliação da lista de exceções, uma série de produtos centrais da pauta exportadora brasileira continua sujeita à tarifa adicional. Madeira, arroz, uva, ovos e açúcar estão entre os itens que seguem na lista de cobrança. Juntos, esses produtos responderam por cerca de US$ 4,6 bilhões em exportações para o mercado americano em 2025, segundo a CNA.