Empresários e representantes do agronegócio têm feito críticas reservadas à estratégia de Flávio Bolsonaro durante a crise comercial com os Estados Unidos, avaliando que o pré-candidato do PL à Presidência priorizou embates ideológicos em vez de pautas econômicas essenciais para o setor.
A viagem do senador a Washington para participar da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), instância responsável pela investigação que embasou o tarifaço, foi “contraproducente”.
A percepção dominante é que Flávio perdeu uma oportunidade concreta de assumir a liderança de uma agenda cara ao seu eleitorado, comprometendo seu espaço junto a um dos segmentos historicamente mais alinhados ao bolsonarismo, de acordo com informações de O Globo.
A avaliação de empresários ligados ao agro é que a iniciativa misturou política com uma discussão essencialmente comercial. Além disso, tinha poucas chances de alterar uma decisão que seria tomada com base nos interesses econômicos americanos.
O incômodo com o discurso adotado pelo senador em solo estadunidense reforça a percepção de que Flávio tratou como palanque ideológico uma negociação que exigia pragmatismo técnico e econômico.