O governador reeleito em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), tem usado as redes sociais para fazer campanha para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), inclusive com a disseminação de fake news sobre o ato pela reeleição do petista realizado no último domingo (11) na avenida Paulista, em São Paulo (SP).
Por outro lado, Tarcísio não se manifestou sobre casos de violência policial letal contra dois homens na capital paulista: Gustavo Munis de Santana, de 20 anos, foi morto com pelo menos 27 tiros disparados por policiais militares em Moema, na zona sul; na zona norte, policiais dispararam ao menos 24 vezes contra Antonio Nunes Batista, de 40 anos, quando ele já estava caído no chão, conforme mostram imagens gravadas por testemunhas divulgadas pelo portal g1.
Os casos ocorreram em abordagens policiais distintas. No primeiro, quatro policiais dispararam 45 vezes contra Gustavo, que segurava um celular, que, segundo a versão dos PMs, teria sido confundido com uma arma de fogo. No segundo, imagens gravadas por testemunhas mostram Antonio sendo atingido por uma arma de choque, caindo no asfalto e permanecendo no chão quando os policiais começaram a atirar.
Enquanto os episódios reforçam questionamentos sobre a atuação da PM e a responsabilização dos agentes, Tarcísio tem se dedicado a divulgar conteúdos contra Lula. Na segunda-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de publicações que associavam falsamente a manifestação do último domingo em apoio a Lula ao consumo de drogas, à depredação do patrimônio público e ao apoio a movimentos terroristas. O governador compartilhou o vídeo que deu origem à representação, mas não foi incluído entre os alvos identificados na ação.
A gravação compartilhada pelo governador mostra uma mulher aparentemente consumindo uma substância ilícita. Publicações de Flávio Bolsonaro e de aliados apresentaram as imagens como se tivessem sido feitas durante o ato na Avenida Paulista, em São Paulo.