Uma denúncia de que um explosivo teria sido colocado dentro de um carro estacionado na TV Bandeirantes, no Morumbi, na zona sul de São Paulo (SP), levou ao isolamento da imprensa após o debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na noite deste domingo (18). Segundo informações repassadas aos jornalistas, a suspeita recai sobre o veículo em que estava a equipe do candidato do PL.
O supervisor de jornalismo e repórter do Brasil de Fato Igor Carvalho, que acompanhou o debate dos estúdios da emissora, relatou o episódio ao vivo na live de análise do BdF. “Toda a imprensa foi retirada aqui da nossa área por uma suspeita de um explosivo”, contou.
“Não temos, repito, a confirmação de que seja o carro do Flávio Bolsonaro, mas o que nos foi passado aqui, por parte da imprensa, por parte da assessoria, [é] que a suspeita é dentro do veículo onde estava a equipe do Flávio Bolsonaro”, afirmou o repórter.
Hora depois, o capitão do esquadrão anti-bombas do GATE do estados de São Paulo descartou a existência de artefato explosivo e explicou a situação.
“São só misturas que volatilizaram e traíram a noção dos cães”, disse, em referência ao trabalho dos cães farejadores. “Um dos componentes pode ser amônia, ou um perclorato, algo que indicou para o cão que poderia ser uma bomba, mas não era. Está descartado”.