O Superior Tribunal de Justiça exonerou nesta sexta-feira (16) um servidor de alto escalão da área de tecnologia após surgirem suspeitas de repasse de informações internas e minutas de decisões ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. O caso também passou a ser alvo de investigação interna no tribunal.
As mensagens aparecem em relatório da Polícia Federal encaminhado à Procuradoria-Geral da República.
Segundo a PF, Humberto Fontoura Pradera, então secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do STJ, teria informado Tomaz sobre movimentações internas de processos e encaminhado a imagem de um documento exibido na tela de um computador.
Em uma das conversas, Pradera diz ao advogado que duas pessoas haviam sido designadas para tratar de determinado assunto e promete mantê-lo informado. Em outra, fornece o número de um recurso especial e comenta os efeitos de uma decisão.
O STJ informou que a apuração interna já havia sido aberta antes da exoneração e acrescentou que as medidas criminais relacionadas ao caso estão sob sigilo.