Coordenador jurídico da campanha de Lula em São Paulo e do Grupo Prerro, que reúne advogados progressistas, Marco Aurélio Carvalho afirmou à Fórum que estão sendo observadas duas hipóteses no recente ataque às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral por Flávio Bolsonaro (PL). A partir dessa observação, estão sendo avaliadas medidas jurídicas.
Carvalho, no entanto, afirmou que não há hipótese de se pedir a cassação da candidatura visto que não houve sequer oficialização e registro da chapa de Flávio Bolsonaro, que pena para conseguir uma vice, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
“Pode ser só burrice. Mas pode ser uma estratégia de Flávio Bolsonaro para abandonar a disputa. Como já visto na disputa à prefeitura do Rio [em 2016], Flávio Bolsonaro é um frouxo e não consegue sustentar as próprias ideias. Pode ser um mecanismo para inviabilizar a própria candidatura, que está derretendo”, afirmou o advogado.
Segundo Marco Aurélio, a campanha vê um “aspecto positivo” no ataque às urnas feito pelo filho “01” de Jair Bolsonaro: de que ele teria abandonado definitivamente a fantasia de moderado que tentou vender no início da pré-campanha.
“Há um aspecto positivo, pois ele carrega o sobrenome Bolsonaro, cujo golpismo está no DNA. Assim como Tarcísio [Gomes de Freitas], ele havia tentando se distanciar disso, se vendendo como moderado. Com o ataque às urnas, caiu a máscara. Flávio mostrou que é da mesma cepa do pai”, afirmou.