A cúpula do PL decidiu manter o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apesar da contrariedade de aliados que defendiam a indicação de uma mulher. Dirigentes da legenda descartam, por ora, alterar a composição anunciada na quarta-feira (5).
O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), sustentam a escolha. Um dirigente ouvido sob reserva afirmou que uma troca só ocorreria se o próprio Gaspar desistisse da candidatura.
A reação mais forte partiu da ala feminina do PL. Durante a pré-campanha, Flávio havia sinalizado que preferia uma mulher para ocupar a vaga, numa tentativa de ampliar o alcance eleitoral da chapa entre eleitoras que resistem ao bolsonarismo.
A definição também levou para o centro da campanha uma acusação de estupro de vulnerável contra Gaspar, que ele nega, e questionamentos sobre uma emenda Pix de cerca de R$ 6,2 milhões destinada a São José da Laje, em Alagoas. Aliados de Flávio afirmam que conheciam os dois assuntos antes do anúncio.
🇧🇷 Veja a íntegra da coletiva em que os parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS) acusam o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), relator da CPMI do INSS, de estupro de vulnerável e fraude processual.