
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, completou na sexta-feira, 10 de julho, 15 dias preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Ele ocupa a mesma cela que já abrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O espaço tem cerca de 60 m² e conta com cama de casal, banheiro e área externa. Apesar da estrutura maior que a de uma cela comum, Vorcaro cumpre uma rotina com restrições impostas pela administração da unidade.
O banqueiro não tem acesso à televisão e não recebeu autorização para usar a academia do batalhão. A defesa também tentou levar comida de fora, mas o presídio negou o pedido, o que mantém Vorcaro sujeito à refeição fornecida pela Papudinha.
A permanência do dono do Banco Master no batalhão ocorre em uma ala que também abriga outros presos conhecidos no Distrito Federal. A unidade ficou sob atenção pública após preparar a cela usada por Bolsonaro em período anterior.
Decisão do STF restringe contatos no presídio
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, proibiu Vorcaro de se comunicar com o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que também está preso no mesmo local. A restrição busca impedir contato direto entre os dois dentro da unidade.
A ordem também impede o banqueiro de falar com o ex-diretor-geral da PRF Silvinei Vasques e com o ex-ministro Anderson Torres. Os dois dividem cela com Paulo Henrique Costa, o que ampliou o alcance prático da determinação sobre os contatos de Vorcaro.
Uma barreira metálica separa o espaço entre as celas de Vorcaro e do ex-presidente do BRB. A estrutura funciona como limite físico entre os ambientes ocupados pelos presos no batalhão.
Um aliado do banqueiro avaliou, sob reserva, a situação de Vorcaro na unidade: “Vorcaro está largado e calado, forma mais cômoda para o sistema de mantê-lo”.