O programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, menciona a palavra “soberania” 31 vezes e critica o que chama de “servilismo” diante de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas. Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) apresentaram o documento ao Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira (07), junto com o registro da chapa.
O texto liga a defesa da soberania à crise diplomática com os Estados Unidos de Donald Trump e ao tarifaço imposto a produtos brasileiros. “Faremos firme oposição a qualquer tentativa de subordinar o Brasil a interesses estrangeiros ou de reduzir nosso país a uma posição de dependência geopolítica”, afirma a plataforma.
Sem citar Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, o programa rejeita “a renúncia à soberania nacional em nome de alinhamentos automáticos e ideologias fracassadas”. O documento também sustenta que o Plano Brasil Soberano ajudou empresas atingidas pelas tarifas, com preservação de emprego e renda.
Na área econômica, a chapa promete manter o arcabouço fiscal, conter o crescimento das despesas e buscar resultado nas contas públicas por meio do crescimento, da justiça tributária e do combate a privilégios. O plano ainda propõe enfrentar o sistema de emendas parlamentares, que somou R$ 50 bilhões no Orçamento de 2026, cerca de um quinto dos recursos discricionários do Executivo.
O documento defende investimentos em defesa nacional e afirma que política externa e capacidade militar fazem parte da mesma estratégia de proteção dos interesses brasileiros. A proposta prevê Forças Armadas equipadas e uma indústria de defesa capaz de proteger o território e os recursos naturais diante de ameaças externas.