A União Progressista, federação formada por União Brasil e PP, oficializou que não apoiará nenhuma candidatura à Presidência no primeiro turno. A posição amplia o isolamento de Flávio Bolsonaro, que tentou atrair as duas legendas para sua coligação.
Em publicação conjunta, a federação afirmou que a neutralidade busca preservar a “diversidade interna, estabilidade e unidade partidária”. O texto também garante liberdade para que cada diretório estadual construa a estratégia considerada mais adequada à realidade local.
O comunicado foi assinado por Antonio Rueda, presidente do União Brasil; Ciro Nogueira, presidente do PP; ACM Neto, vice-presidente nacional do União; e Eduardo da Fonte, vice-presidente nacional do PP.
A campanha de Flávio tentou levar a senadora Tereza Cristina para a vice. A ex-ministra chegou a admitir a composição, mas a aliança foi barrada pela cúpula da federação, que decidiu concentrar esforços nas eleições estaduais e nas disputas pela Câmara e pelo Senado.
A liberdade dada aos diretórios permite que integrantes de União e PP apoiem Flávio em alguns estados e Lula em outros. Esses acordos, porém, não equivalem a uma coligação nacional nem transferem à candidatura do PL o tempo de propaganda da federação.