Se o Brasil fosse o Vale do Jequitinhonha, Lula teria vencido já no dia 4 de outubro. No mapa da região, quase nada escapou ao vermelho do PT: Lula ganhou em 52 dos 54 municípios do Vale. As exceções foram Capelinha e Angelândia, na microrregião de Capelinha, as únicas que ficaram com Flávio Bolsonaro (PL).
Na soma dos votos, a distância foi ainda maior: para cada dois votos do candidato do PL, Lula levou quase quatro — 240.411 contra 129.644 votos válidos. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consolidados em 5 de outubro.
A vantagem se repetiu em todas as cinco microrregiões da região — de Almenara a Pedra Azul, passando por Araçuaí, Diamantina e até Capelinha, a única onde o PL venceu municípios individualmente. Em todas, a fatia de Lula ficou entre 60% e 68% dos votos válidos.
O domínio também apareceu nas cidades-polo: placar de 4 a 1. Almenara, Araçuaí, Diamantina e Pedra Azul escolheram Lula; só Capelinha, por margem apertada, preferiu Flávio.
Fora do Vale, o cenário foi outro. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente no Brasil e também em Minas Gerais. No Vale do Jequitinhonha, aconteceu o contrário: Lula venceu, e por muito.