
O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quarta-feira (8) que o ex-presidente Jair Bolsonaro recuperaria a saúde de forma imediata caso deixasse a prisão domiciliar. A declaração foi dada em Brasília, após almoço promovido por frentes parlamentares ligadas ao agronegócio, ao empreendedorismo, ao comércio e serviços e ao livre mercado.
Valdemar relacionou o estado de saúde dele à situação jurídica do ex-presidente. Segundo ele, as restrições impostas e os processos em andamento afetam diretamente a condição física do aliado.
Ao ser questionado sobre a saúde de Bolsonaro, o dirigente disse que o ex-presidente enfrenta dificuldades por causa do momento atual. “Ele está com a saúde complicada por causa da situação que ele está. Porque é difícil para o camarada sustentar isso.”
Em seguida, Valdemar foi perguntado se Bolsonaro melhoraria caso deixasse a prisão domiciliar. Ele respondeu: “Sai de lá pulando de alegria. Sara na hora.”
O presidente do PL também voltou a defender que ainda é cedo para descartar uma eventual candidatura de Bolsonaro à Presidência da República em 2026, apesar da inelegibilidade e das ações em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).
Valdemar comparou o cenário de Bolsonaro ao do presidente Lula, que voltou a disputar eleições após deixar a prisão. “Quando o Lula estava preso 580 dias, você imaginava que ele fosse ser candidato à Presidência da República? Tudo pode acontecer. E quem deu esse direito para o Lula? O ministro Fachin, que é um homem de bem, um homem de respeito.”
Durante o evento em Brasília, o dirigente também se referiu ao ministro Edson Fachin como “um homem de esquerda, mas honesto” e levantou a possibilidade de revisão do processo envolvendo Bolsonaro pela Suprema Corte.
Valdemar ainda comentou a operação da Polícia Federal realizada nesta quarta-feira para apreender armas que, segundo determinação do STF, deveriam ter sido entregues. Ele saiu em defesa do ex-presidente e negou irregularidades.
“O Bolsonaro não fez nada errado. Nem a arma que pegaram com o funcionário dele. Ele tinha dado para o funcionário. Bolsonaro não faz nada fora da lei, nada. Ele cumpre todas as determinações do Supremo. Ele não sai fora da linha.”
Questionado se considera Bolsonaro alvo de perseguição, Valdemar evitou usar o termo e afirmou que prefere preservar a relação institucional com o Supremo. “Eu não te diria que é uma perseguição, porque, se eu falar isso, o Marcelo Bessa, que é meu advogado, me mata. Ele fala: “Não arruma encrenca com o Supremo”. Então nós temos que ter entendimento para tocar o país para frente.”
Na sequência, o presidente do PL afirmou que vê um “excesso de preocupação” por parte do ministro responsável pelo caso. “Excesso, vamos dizer, de preocupação do ministro. É direito que ele tem, e nós temos que ter paciência.”