A convenção que lançou o governador Tarcísio de Freitas à reeleição hoje, em São Paulo, tentou convencer o eleitorado de que o bolsonarismo respeita as mulheres. Mais do que isso: que não maltrata, nem humilha, após a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ter acusado o enteado exatamente disso, reforçando a desconfiança desse público com Flávio e seus aliados,
Teve o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), defendendo as mulheres; o presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, fazendo uma homenagem a elas; e o próprio Tarcísio declarando-se à esposa.
Mas, se “mulheres não são cotas, mulheres são essenciais”, como disse Pereira, por que a mais importante participação de uma mulher no evento foi a da bispa Sônia Hernandes, fazendo um louvor e cantando em homenagem a Tarcísio?
Se as mulheres são tão importantes, por que várias delas não foram convidadas a falar sobre política? Por que só há homens candidatos ao Senado nesse grupo político em São Paulo?
Flávio enfrenta uma rejeição muito maior que a de Lula entre o público feminino, mas parece não entender a razão. Disse ele ontem, inconformado: