O atacante Richarlison pediu ajuda à Polícia Federal e acusou o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de terem tomado “na mão grande” uma propriedade na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). Em vídeo que repercutiu neste sábado (17), o jogador retomou a disputa pela mansão na qual afirma ter investido cerca de R$ 10 milhões. Tomaz nega irregularidades e participação do senador na aquisição.
Segundo o atleta, Flávio Bolsonaro esteve entre os interessados em comprar a propriedade e chegou a filmar o local com um drone. Richarlison afirmou que recusou a negociação e associou essa recusa à disputa posterior pela posse. “Eu não quis vender, mano, não quis vender a ilha pra ele”, declarou. O jogador também alegou que, enquanto seu grupo enfrentava demora para resolver a documentação, os adversários conseguiram a posse em 24 horas.
“Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Eu não recebi nada. Gastei em torno de dez milhões lá e não recebi nada”, afirmou. Richarlison criticou a condução judicial do caso e pediu investigação. “Pra gente foi uma coisa e pros caras foi outra”, disse, acrescentando que busca recuperar o dinheiro, mesmo sem retomar o imóvel.
O atacante prometeu doar parte do valor a um hospital de Nova Venécia, sua cidade natal no Espírito Santo, caso consiga recuperá-lo. Também pediu que moradores do estado cobrem Flávio Bolsonaro durante a passagem do candidato pela região. “Só quero receber o que é meu, que eu conquistei trabalhando”, afirmou.
🚨⭐️ AGORA: Richarlison publica vídeo em seu Instagram explicando como Flávio Bolsonaro TOMOU a sua ilha e pede por justiça. pic.twitter.com/CcmuILOkAj