Propostas apresentadas pelos aliados de Flávio Bolsonaro ameaçam promover um retrocesso de quase um século nos direitos das mulheres brasileiras. Um levantamento encomendado pelas organizações Nem Presa Nem Morta, Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde e Católicas pelo Direito de Decidir, junto à consultoria política EixoGov, revela um cerco ao aborto legal e um abalo nos direitos sexuais e reprodutivos de milhões de meninas pelo Brasil.
Muitos dos projetos já estão em tramitação na Câmara dos Deputados e Senado. Mas, com o avanço da extrema direita no Legislativo, o temor de ativistas é de que essas iniciativas finalmente consigam a aprovação.
O temor é ainda de que, com uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, não exista qualquer barreira às propostas, que seriam imediatamente implementadas pelo Executivo.
A preocupação é ainda maior diante da possibilidade de que, ao longo de um eventual governo de extrema direita, Flávio tenha a possibilidade de nomear quatro ministros dos Supremo Tribunal Federal. O cenário seria de um Judiciário em suas mãos e, portanto, alinhado com a suspensão de direitos.
O aborto é autorizado no Brasil em apenas casos especificados pela lei, como no caso de um estupro ou de risco para a vida da mãe.