A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) criou uma frente para melhorar sua relação com o eleitorado evangélico, reduzir a rejeição do pré-candidato ao Planalto e ampliar suas intenções de voto entre os fiéis.
O grupo passou a atuar de forma efetiva na última semana, procurando lideranças religiosas, entrando em grupos de WhatsApp ligados a igrejas e orientando o senador sobre a comunicação com esse público. Flávio se identifica como evangélico e já foi batizado ao menos quatro vezes, a última em janeiro, no rio Jordão, em Israel.
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, participa da articulação. A equipe também procurou parlamentares ligados ao segmento; o líder da bancada evangélica, Gilberto Nascimento (Podemos-SP), deve se reunir nesta semana com aliados do senador.
A campanha avalia encontros com pastores do Rio de Janeiro e do Distrito Federal, além de representantes de diferentes denominações. Ministério de Madureira e Igreja Universal do Reino de Deus estão entre as igrejas no radar. No fim de semana, Flávio participou de um culto na Igreja Mundial do Poder de Deus, em São Paulo, ao lado do ex-deputado Eduardo Cunha.
Integrantes da coordenação orientam Flávio a adaptar a linguagem de discursos, vídeos e manifestações públicas para criar identificação com diferentes grupos evangélicos. No último sábado (8), em um encontro com mulheres em Itapetininga, no interior paulista, ele disse que fará uma oração antes de um eventual discurso de posse: “Antes de fazer o meu discurso, eu vou fazer uma oração, entregando a nação brasileira às mãos do Senhor Jesus”.