O presidenciável Renan Santos (Missão) fez um discurso beligerante e mostrou estar distante da realidade brasileira, durante lançamento de sua campanha à Presidência da República, realizado no Komplexo Tempo, na zona leste de São Paulo.
Desequilibrado, o ex-MBL ofendeu o presidente Lula (PT) o chamando “cachaceiro senil” e Flávio Bolsonaro (PL) de “farsante, fraco e corrompido”, além de prometer “matar quem roubar” como política de segurança pública, proposta que contraria cláusula pétrea da Constituição Federal.
Ao final, contraditório, Renan Santos pediu ao público “perdão pelos insultos proferidos na campanha”, numa sequência que condensou em poucos minutos o tom geral do evento.
Na área de segurança pública, Renan Santos prometeu “matar quem roubar”. A proposta é inconstitucional: a pena de morte é vedada no Brasil para crimes comuns e não pode ser instituída nem mesmo por emenda constitucional, configurando cláusula pétrea prevista na Constituição Federal.
O senador Sergio Moro (União Brasil) também foi alvo. Renan o chamou de “vassalo” e afirmou que o ex-ministro da Justiça “aceitou ser um escravo daqueles que destruíram sua maior obra, que foi a Lava Jato“.