A campanha de Lula reuniu 3.202 denúncias de possíveis irregularidades nas redes sociais e apresentou um relatório que questiona a atuação da Meta na eleição presidencial. O documento aponta bloqueios, problemas de alcance e diferenças de tratamento entre o presidente e Flávio Bolsonaro nas plataformas Instagram, Facebook e WhatsApp.
O levantamento foi organizado pela equipe digital petista e inclui reclamações de usuários, testes com inteligência artificial e análises de entidades que acompanham a circulação de propaganda política.
Um dos episódios mais controversos envolve a Meta AI, que recusava pedidos para criar imagens de bandeiras com a inscrição “Lula 13”, mas aceitava comandos semelhantes com “Flávio 22”. A diferença foi confirmada em testes independentes, embora a empresa tenha anunciado posteriormente medidas para corrigir o problema.
A campanha também aponta falhas no impulsionamento de conteúdos. Em setembro, a conta de anúncios de Lula ficou desativada por pouco mais de uma hora. Já em outubro, novas restrições atingiram a promoção de publicações do presidente.
A Meta reconheceu problemas técnicos, mas negou qualquer intenção de favorecer um candidato.