“Volta, Bolsonaro” foi um dos gritos escolhidos pela militância de extrema direita que lotou os sete mil lugares do ginásio da Arena Pacaembu, em São Paulo (SP), para acompanhar a convenção do PL que consagrou o nome de Flávio Bolsonaro (PL) para a disputa da Presidência da República.
A plateia que pediu a volta de Jair Bolsonaro apenas repercutiu as falas que vieram de cima do palanque montado no ginásio, por onde passaram políticos da primeira linha do bolsonarismo e o presidente da Argentina, Javier Milei. O discurso comum trazia doses de saudosismo de Jair Bolsonaro, que está cumprindo pena de 27 anos e três meses em prisão domiciliar, por tentativa de golpe de Estado.
A convenção do PL escancarou a maior dificuldade da extrema direita nas eleições de 2026: formar um candidato competitivo, capaz de enfrentar o maior político da história brasileira, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que já venceu o pleito presidencial em três oportunidades (2002, 2006 e 2022), além de ter eleito sua sucessora, Dilma Rousseff, em 2010.
Qualidades e o histórico político de Flávio Bolsonaro, que cumpriu quatro mandatos como deputado estadual e venceu as eleições para o Senado, em 2018, pelo Rio de Janeiro, se resumem a projetos de lei e discursos, mas as bandeiras do parlamentar não apareceram no evento, que ficou circunscrito à imagem de Jair Bolsonaro.
A música da campanha de Flávio Bolsonaro, entoada diversas vezes durante a convenção, diz: “O capitão voltou, é 2026, o Brasil confirmou que o Flávio é o 01.” Ao citar a patente militar, a canção traz à tona Jair Bolsonaro. O 01 é como ele se refere ao filho primogênito, que é o primeiro de cinco.