As convenções partidárias, período para que as legendas definam seus candidatos, começaram nesta segunda-feira (20) e seguem até o dia 5 de agosto, em meio ao cenário de disputa presidencial polarizado entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A candidatura de Flávio perdeu vários pontos percentuais nas pesquisas de intenção de voto após a série de escândalos: desde o envolvimento dele com o banqueiro Daniel Vorcaro e seu capanga, conhecido como Sicário, até a briga pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que expôs o racha no clã Bolsonaro.
Flávio, aliás, publicou no domingo (19), em seu perfil no X, uma mensagem em que afirma estar abrindo mão da escolta oferecida pela Polícia Federal (PF) para os presidenciáveis e levanta suspeita sobre o órgão. Para a cientista política, trata-se de uma estratégia bastante conhecida do bolsonarismo.
A cientista política Rosemary Segurado avalia que se trata de uma estratégia para desacreditar o órgão que, no momento, conduz uma série de investigações sobre o próprio Flávio.
“Tentam deslegitimar um órgão que tem feito investigações muito importantes, buscas e apreensões de documentos, de celulares, de computadores, de aliados importantes de Flávio Bolsonaro. Eu acho que tem essa história de fazer essa desconfiança brotar, cultivar essa desconfiança no eleitorado. E mais que isso, eu acho que também tem um processo de tentar construir uma narrativa de que essas instituições não gostariam da sua candidatura”, avalia. “Além disso tudo, com a Polícia Federal seguindo seus passos, ele também não vai poder fazer nada que possa ser considerado fora daquilo que prescreve a legislação”, argumenta.