O escândalo milionário envolvendo Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, ganhou mais um importante capítulo nesta quinta-feira (23), com potencial de aumentar a pressão e o desgaste sobre a pré-campanha do senador à presidência da República.
Sou autor do pedido de investigação sobre o filme Dark Horse. As primeiras acusações envolvendo Flávio e Vorcaro surgiram no dia 13 de maio e somente agora, mais de dois meses depois, a justiça autorizou a devida apuração. Demorou, mas antes tarde do que mais tarde. A partir de agora tudo pode acontecer, desde quebra de sigilo bancário até pedido de prisão preventiva.
A verdade é que Flávio está desmoralizado, com a imagem totalmente desgastada por sucessivas crises. A população brasileira tem o direito de saber o verdadeiro destino dos R$ 61 milhões que Flávio pediu a Vorcaro para, supostamente, financiar a produção da cinebiografia do pai, Jair Bolsonaro.
Veja bem o histórico dos fatos: Flávio pediu R$ 134 milhões a Vorcaro e recebeu R$ 61 milhões. Esse dinheiro foi enviado para o Fundo HavenGate, administrado por Eduardo Bolsonaro nos EUA. É tudo muito estranho. Se o filme foi todo gravado no Brasil, por que esse dinheiro foi parar nos EUA? O dinheiro do Vorcaro ajudou a sustentar a vida de luxo de Eduardo no exterior? Será que foi usado pela família Bolsonaro para financiar os ataques do tarifaço contra o Brasil? É preciso rastrear o caminho do dinheiro porque está nítido que ele não foi direcionado para fazer o filme. Tem muita coisa para ser explicada. Podemos estar diante de uma lavanderia de dinheiro do crime organizado.
Um dos principais argumentos do bolsonarismo era a defesa do combate à corrupção. A gente sempre soube que essa narrativa era absolutamente falsa, mas agora tudo caiu por terra. E as pessoas estão percebendo. As investigações colocam em xeque essa narrativa mentirosa. Eles estão atolados na lama da corrupção. Atrelar essa imagem negativa e criminosa ao Partido dos Trabalhadores (PT) já não convence mais ninguém. Não cola mais.