Segundo o World Investment Report , relatório produzido pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o Brasil registrou US$ 77 bilhões em investimentos estrangeiros diretos (IED) em 2025, crescimento de 22% em relação ao ano anterior, o que o posicionou como o quinto maior destino mundial de investimentos internacionais.
Os números finais de 2025, reproduzidos em relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostram um dado um pouco diferente: o país terminou o ano como terceiro maior destino de IED no mundo, atrás apenas de Estados Unidos e China (primeiro e segundo lugares, respectivamente).
Para traçar um comparativo entre os governos Lula (2023–2025) e Bolsonaro (2019–2022) em relação à atração de investimentos e capital estrangeiro, é preciso considerar o volume investido, mas, principalmente, a qualidade e o efeito dos investimentos na economia .
O ponto principal, então, é identificar se esse capital contribuiu para ampliar a capacidade produtiva nacional, modernizar a economia e gerar empregos qualificados , além de incorporar tecnologia para fortalecer as cadeias nacionais de valor .
Aqui, começamos pela análise das variações do Ibovespa, o mais importante indicador de desempenho das ações negociadas na Bolsa brasileira, a B3, e, em seguida, trazemos dados sobre o volume e a qualidade dos investimentos estrangeiros que chegaram ao país entre os governos.