O governo Donald Trump escalou dois dos principais nomes de sua diplomacia ideológica para uma missão ao Brasil que pretende levantar dúvidas sobre a imparcialidade e a integridade do sistema eleitoral brasileiro antes da eleição presidencial de 4 de outubro. A informação foi revelada pelo Washington Post.
A delegação será formada por Riley M. Barnes, secretário-assistente de Estado para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, e Samuel Samson, secretário-adjunto assistente do Departamento de Estado. Eles trabalharão para favorecer Flávio Bolsonaro.
Embora ocupem cargos ligados à “promoção da democracia e dos direitos humanos”, ambos se tornaram conhecidos por atuar justamente em frentes políticas alinhadas à agenda do trumpismo, aproximando-se de movimentos da extrema direita em diversos países e contestando instituições democráticas sob o discurso da defesa da liberdade de expressão e dos “valores ocidentais”.
Aos 27 anos, Samuel Samson é um dos rostos mais visíveis da nova política externa de Donald Trump.
Formado pela Universidade do Texas, Samson começou sua trajetória como assessor do senador republicano Ted Cruz e depois tornou-se dirigente da American Moment, organização criada para formar uma nova geração de quadros conservadores para ocupar cargos no governo americano. O grupo tem forte ligação com o vice-presidente JD Vance.