A presença de Javier Milei na convenção do PL, nesse sábado em São Paulo, como grande nome internacional de apoio a Flávio Bolsonaro, só expõe ainda mais a precariedade do fascismo brasileiro.
Milei quebrou a Argentina e empobreceu o povo. Não é exemplo para ninguém dentro ou fora da Argentina. Se perder a eleição de outubro do ano que vem, será preso logo depois por envolvimento com uma máfia de criptomoedas.
Um candidato que não tem vice e nem apoio do resto da direita no Brasil busca o amparo de um extremista em decadência, que enfrenta protestos em Buenos Aires todas as quartas-feiras. E que está sendo cercado pelo sistema de Justiça como integrante de uma organização criminosa.
Como não conseguiram atrair Michelle para a convenção, Flávio e seu entorno tentam compensar com Milei. Pergunte a alguém da velha direita o que o bolsonarismo pode ganhar com isso. Que interesse o brasileiro médio pode ter por Milei, que sensibiliza apenas a base raiz do eleitor bolsonarista?
Dizem também que o sujeito veio ao Brasil para atacar Lula. Mas quem pode temer um presidente fraco, que tem a autoridade desafiada até por sua vice, Victoria Villarruel? Milei é, antes de ser um fascistão, um grande vigarista.