O advogado e empresário Willer Tomaz, amigo pessoal do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi alvo de um mandado de busca e apreensão da Polícia Federal nesta terça-feira (4), em Brasília. A diligência integra a nova fase da Operação Sem Desconto, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro associadas a fraudes em descontos indevidos sobre benefícios do INSS.
A proximidade de Tomaz com Flávio Bolsonaro é pública. Durante a CPI da Covid, em 2021, o senador se referiu ao advogado como “meu amigo”. Posteriormente, os dois viajaram juntos à Flórida, nos Estados Unidos, em um jatinho dos donos do laboratório União Química.
Um relatório da PF atribui a Tomaz movimentações financeiras consideradas atípicas que somam R$ 45,5 milhões entre maio e novembro de 2021. Os investigadores incluíram os valores em uma lista que também reúne transações do advogado Nelson Wilians.
O documento também registra uma transferência de R$ 120 mil feita por Tomaz, em 2021, a Milton Salvador de Almeida Júnior, investigado por suposta participação no esquema. Em 2024, Milton se tornou diretor de empresas de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado pela corporação como principal operador das fraudes.
Tomaz também mantém relação próxima com o senador Weverton Rocha (PDT-MA), cujos familiares foram alvo da operação nesta terça. A defesa afirma que a busca ocorreu porque o advogado é proprietário da aeronave usada pelo parlamentar.