Além das intenções de voto, a primeira pesquisa Quaest para o segundo turno mediu o índice de rejeição dos candidatos, revelando que a forte resistência do eleitorado a ambos os nomes permanece elevada desde a primeira etapa da disputa. De acordo com o levantamento, 54% dos entrevistados afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro (PL) de jeito nenhum, enquanto a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de 53%.
Embora os dois postulantes apareçam tecnicamente empatados dentro da margem de erro nesse quesito, analistas apontam que o teto de rejeição a Flávio Bolsonaro se mostra um obstáculo ligeiramente mais complexo de ser contornado na reta final.
O candidato do PL vem enfrentando desgaste acentuado com a repercussão de investigações e escândalos de corrupção que envolvem seu nome, especialmente no caso do Banco Master, o que dificulta sua conversão de votos entre o eleitorado moderado.
Do outro lado, Lula também lida com um forte sentimento de aversão consolidado em grande parte do eleitorado, reforçando um ambiente eleitoral altamente polarizado e pautado pela busca da menor rejeição.
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