O publicitário Thiago Miranda, investigado pela Polícia Federal por suspeita de contratar influenciadores digitais para atacar o Banco Central e defender o Banco Master, pode ser o mais novo embaraço para a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência.
Segundo a coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo, Miranda tem sinalizado que, se “cair”, levará autoridades do meio político com ele. Parte do entorno de Flávio acredita que o senador e pré-candidato à Presidência seja o destinatário do recado do publicitário.
Miranda foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 9 de julho e é tido como o responsável por apresentar o senador ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no final de 2024. Segundo as investigações, o publicitário atuou diretamente na intermediação dos pagamentos de Vorcaro a um fundo nos Estados Unidos que seria usado para bancar o suposto patrocínio do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A apuração da PF investiga se Miranda coordenou uma rede paga de influencers para produzir conteúdo favorável ao Master e hostil à autoridade monetária durante o processo que culminou na liquidação do banco e também a atuação de um grupo dedicado à intimidação de jornalistas, ao monitoramento de pessoas ligadas a autoridades e à obtenção indevida de informações sigilosas.
Sua defesa negou qualquer irregularidade à época da operação da Polícia Federal, afirmando em nota que “Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, pela transparência e pelo respeito às instituições e pelo livre exercício da liberdade de expressão, não tendo praticado qualquer ato criminoso, tampouco participado de conduta destinada a intimidar, coagir, constranger ou violar direitos de terceiros.”