Seguindo os passos do pai, que acusava a cúpula do Judiciário de persegui-lo, o candidato da extrema direita Flávio Bolsonaro, em discurso num almoço com líderes empresariais amigos foi além e disse textualmente que é perseguido, embora na verdade venha sendo protegido por André Mendonça desde 2020, “porque está divulgando a roubalheira que acontece na mais alta cúpula do Judiciário brasileiro“.
Provavelmente, mais adiante, quando vier a julgamento pelos incontáveis crimes de que já é acusado, dirá como o pai que não tinha como provar a tal “roubalheira”, que era figura de linguagem ou ainda “você sabe como eu sou”… Está arriscado a ainda chamar o ministro relator de seu caso para vice, já que teve tanta dificuldade para encontrar um, a ponto de ter de aceitar um deputado acusado de corrupção e estupro de vulnerável…
O homem que acusa o Judiciário de roubalheira ainda não conseguiu explicar por que funcionários de seu gabinete tinham que entregar 90% dos salários que recebiam.
Não conseguiu explicar como sua loja de chocolates chegava a faturar mais em meses comuns do que na Páscoa, como é usual em todas as lojas de chocolates.
Não conseguiu explicar como conseguiu comprar uma mansão declaradamente por R$6 milhões, mas que vale o dobro pelo menos em avaliação do mercado, com o salário de deputado e senador.