Uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pode levar à inelegibilidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à Presidência da República, segue praticamente parada quase quatro anos após chegar à Corte. O processo mira 81 alvos de um “ecossistema bolsonarista de desinformação” nas eleições de 2022.
A ação, protocolada em 16 de outubro de 2022 pela campanha de Lula, também inclui Jair, Eduardo e Carlos Bolsonaro, além de deputados federais da base bolsonarista, como Bia Kicis (PL-DF), Nikolas Ferreira (PL-MG) e Mário Frias (PL-SP). A peça acusa o grupo de atuar nas redes para associar Lula ao PCC, à prática de satanismo e para questionar a credibilidade das urnas eletrônicas.
O PT pediu ao TSE a cassação e a declaração de inelegibilidade dos alvos, incluindo Flávio Bolsonaro. A campanha de Lula também solicitou a quebra de sigilo bancário e telefônico de proprietários de canais no YouTube acusados de apoiar “massivamente” Jair Bolsonaro em 2022, entre eles Brasil Paralelo, Folha Política e o canal do influenciador Kim Paim, ponto que ainda não recebeu análise do tribunal.
Em outubro de 2025, três anos depois do início do caso, o TSE ainda tentava intimar donos de perfis apontados como integrantes da rede de desinformação.
O despacho mais recente do gabinete do ministro Antonio Carlos Ferreira, assinado em maio de 2026, afirmou que Augusto Pacheco, Bismark Fugazza e Paulo Vitor Souza, responsáveis pelo canal conservador Hipócritas, ainda não tinham recebido notificação sobre a existência do processo.