A proposta de Flávio Bolsonaro para acabar com a reeleição e ampliar de quatro para cinco anos o mandato do presidente eleito em 2026 enfrenta resistência entre líderes da Câmara e do Senado. Parlamentares avaliam que é difícil formar maioria para aprovar a mudança sem uma regra de transição.
O principal argumento contrário é que os eleitores foram às urnas em 2026 com a expectativa de escolher um presidente para um mandato de quatro anos. Para integrantes da cúpula do Legislativo, alterar a duração do mandato depois da votação representaria uma mudança nas condições conhecidas pelo eleitorado.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), defende o fim da reeleição, mas rejeita que a medida alcance o presidente escolhido neste ano ou amplie seu período no cargo. Ele também considera que a Constituição impede essa alteração.
“Eu defendo essa bandeira do fim da reeleição e digo que é um dos grandes problemas do Brasil. Eleição de dois em dois anos (municipal e nacional), vai levar nossa democracia, já abalada, a ser destruída”, afirmou Otto.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a discussão sobre a reeleição deve integrar uma reforma política mais ampla. Ela criticou a defesa de uma mudança imediata que beneficie diretamente o vencedor da disputa presidencial de 2026.