- A Polícia Federal apreendeu, na quarta‑feira (8), uma espingarda semiautomática AR‑05‑16 registrada em nome do ex‑presidente Jair Bolsonaro, em residência em Cachoeirinha (RS).
- A arma, calibre 12 GA, estava customizada com as cores da bandeira nacional e a inscrição “Ordem e Progresso”.
- O equipamento, presenteado ao ex‑mandatário por dono de fábrica de armas em 2022, nunca foi retirado por ele no Rio Grande do Sul.
- A apreensão atendeu determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF) para recolher todos os armamentos vinculados a Bolsonaro.
A Polícia Federal apreendeu, na última quarta-feira (8), uma espingarda registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na casa de um homem em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Segundo novas informações da PF, a arma estava customizada com as cores da bandeira do Brasil e a inscrição “Ordem e Progresso”. A espingarda havia sido presenteada ao ex-mandatário por um proprietário de fábrica de armas em 2022 e nunca foi retirada por ele no Rio Grande do Sul.
A apreensão cumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para recolhimento de todos os armamentos vinculados a Bolsonaro.
A espingarda é um modelo semiautomático AR-05-16 da marca Maestro Arms Company (M.A.C), calibre 12 GA, de fabricação turca, avaliada em cerca de R$ 15 mil no mercado brasileiro.
Segundo o delegado responsável pela apreensão, a arma “encontrava-se acondicionada em um case, acompanhada de carregadores desmuniciados, apresentando customização estética com as cores da bandeira nacional e a inscrição ‘Ordem e Progresso'”. A foto do armamento foi anexada a um documento enviado pela PF ao STF, que confirmou as informações.
O presente havia sido transferido para o nome de Bolsonaro no sistema nacional de armas ainda em 2022, mas o ex-presidente nunca buscou o item no Rio Grande do Sul. A arma permanecia na empresa do fabricante, em Cachoeirinha, até ser recolhida pelos agentes federais.
Contexto da apreensão e envolvidos
A operação cumpriu determinação do ministro Alexandre de Moraes para recolher todas as armas registradas em nome de Bolsonaro. A medida foi desencadeada após uma pistola do ex-presidente ser encontrada com um de seus seguranças durante uma blitz policial em Brasília, em 16 de junho. Na mesma quarta-feira da apreensão no RS, a PF também realizou buscas na residência de Bolsonaro, mas nada foi encontrado.
A defesa do ex-presidente afirmou que a espingarda estava na importadora de artigos bélicos no Rio Grande do Sul e que ele nunca a havia retirado. Segundo a Fonte 3, porém, a defesa havia comunicado ao STF que a arma estava com a empresa, mas não chegou a fornecer a localização exata do item nem a documentação que comprovasse isso.
O homem que estava com a espingarda a entregou sem resistência. Segundo a PF, conforme apurado pela Fonte 3, o representante da companhia demonstrou “boa-fé e pleno intento de colaborar com a Justiça” e pediu que os agentes buscassem o armamento em sua casa.