Antes de o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspender, provisoriamente, a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que havia determinado o bloqueio do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, apoiadores do presidente passaram a convocar denúncias contra canal “Tropa do Flávio”.
A convocação pedia que usuários utilizassem a ferramenta de denúncias do WhatsApp para tentar retirar do ar o canal que apoia Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão de Nunes Marques tinha atendido a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusou o canal de promover desinformação coordenada na reta final do segundo turno. O presidente do TSE agiu por via de um processo distinto do que tramitava sob análise do corregedor da própria Corte, Ricardo Villas Bôas Cueva, que havia adotado procedimento mais cauteloso antes de decidir sobre pedidos semelhantes.
O canal foi criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), com o objetivo de mobilizar apoiadores de Lula e distribuir áudios, vídeos e orientações de campanha, e conta com 3,4 milhões de seguidores.
O canal “Tropa do Flávio” foi criado pelo PL no dia 6 de outubro e reúne cerca de 1,3 milhão de seguidores. Foi divulgado nas redes oficiais do presidenciável e de aliados como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG), Gustavo Gayer (PL-GO), além do apoiador Pablo Marçal (PRTB).