A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirma que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedir votos para si e para candidatos do PT durante uma convenção partidária na Bahia. A iniciativa mira a antecipação de pedidos explícitos de voto antes do período oficial de campanha.
Lula participou, no sábado (1º), do evento que oficializou a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição na Bahia. No discurso, o presidente também pediu apoio aos nomes petistas para o Senado: o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-ministro Rui Costa (PT-BA).
Em uma das falas, Lula disse: “Então, depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal e deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”.
O presidente voltou a tratar da disputa pelo Senado e declarou que precisava de “2 votos”: “Um para este Galego [apelido de Jaques Wagner] e outro para este companheiro aqui [Rui Costa]”. Lula afirmou que o nível do Senado “caiu muito” e defendeu a eleição de pessoas com “maturidade política e competência”.
A legislação eleitoral permite pedidos explícitos de voto apenas a partir de 16 de agosto, data de início oficial da campanha. A equipe de Flávio Bolsonaro sustenta que as falas de Lula na convenção petista podem configurar propaganda eleitoral antecipada.