A Polícia Federal abriu uma nova frente de investigação para apurar um possível elo entre o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e a ACX ITC Tecnologia, empresa apontada pela Polícia Civil de São Paulo como integrante de uma rede de lavagem de dinheiro usada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Com informações de Andreza Matais, no Metrópoles.
A linha de apuração se baseia em pagamentos de R$ 28 milhões feitos pela Entre Investimentos e Participações à ACX ITC entre fevereiro e abril de 2025. A Entre foi usada pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar a produção sobre Bolsonaro, estrelada pelo ator norte-americano Jim Caviezel.
Os depósitos apareceram em um inquérito do Departamento de Repressão ao Narcotráfico da Polícia Civil paulista, que teve origem na Operação Saturno, deflagrada em setembro passado. O caso chegou à PF há menos de duas semanas e passou a integrar a investigação Compliance Zero, que mira o Banco Master.
A Compliance Zero inclui uma investigação já autorizada pelo Supremo Tribunal Federal sobre o acordo de R$ 134 milhões firmado entre Vorcaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, para o financiamento de “Dark Horse”. O Coaf também apontou movimentação de R$ 918 milhões pela ACX ITC.
Investigadores querem analisar os dados bancários e fiscais da Entre Investimentos e Participações, já obtidos pela Polícia Civil de São Paulo. A PF suspeita que Antônio Carlos Freixo Júnior, proprietário formal da empresa, atue como doleiro; a empresa teria sido usada por Vorcaro para fazer negócios e compras sem que seu nome aparecesse.