A Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu ampliar a apuração antes de se manifestar sobre a representação envolvendo o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O caso está na PGR desde o fim de março, quando foi formalmente encaminhado ao órgão após tramitar inicialmente na Polícia Federal e no Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, optou por não apresentar parecer imediato e requisitou novas diligências à PF.
O procedimento segue sob sigilo no STF, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. As medidas determinadas pela PGR não foram divulgadas.
A representação foi apresentada no fim de março por parlamentares da oposição após a divulgação de uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo Gaspar. O deputado nega as acusações e afirma ser alvo de perseguição política. Até o momento, não há investigação formal instaurada nem conclusão sobre o mérito das alegações.
O pedido de novas diligências representa um passo intermediário no procedimento. Na prática, a PGR entendeu que ainda não havia elementos suficientes para apresentar um parecer definitivo ao Supremo e optou por aprofundar a coleta de informações antes de decidir se existem fundamentos para a abertura de uma investigação.
A Polícia Federal havia encaminhado o caso ao STF por envolver um parlamentar com foro por prerrogativa de função. Antes de decidir sobre eventual instauração de inquérito, Gilmar Mendes solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República, como prevê o rito nesses casos.