A Polícia Federal (PF) concluiu o primeiro inquérito da Operação Sem Desconto com o indiciamento de 48 pessoas por envolvimento no esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Apesar da ofensiva promovida por parlamentares bolsonaristas para associá-lo ao caso, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não aparece na lista.
A PF chegou a investigar alegações de que Lulinha teria recebido pagamentos de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais operadores do esquema. As apurações, porém, não encontraram provas dos supostos repasses ao filho do presidente.
O nome de Lulinha também não aparece entre os indiciados do inquérito concentrado nas fraudes operadas por meio da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer). A PF encaminhou o relatório ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator das investigações.
A tentativa de envolver o filho do presidente Lula ganhou força durante os trabalhos da CPMI do INSS, onde integrantes da oposição e parlamentares bolsonaristas apresentaram requerimentos para convocá-lo e quebrar seus sigilos bancário e fiscal.
Em dezembro de 2025, a comissão rejeitou um pedido de convocação de Lulinha. Mesmo sem elementos materiais que comprovassem seu envolvimento nas fraudes, o assunto continuou sendo explorado politicamente por deputados e senadores ligados à oposição.